RELATÓRIO

Estudo com mais de 560 séries aponta quais são as mais inclusivas

Produções da Netflix e um drama inédito no Brasil se destacam
DIVULGAÇÃO/OWN
Rutina Wesley (à esq.), Kofi Siriboe e Dawn-Lyen Gardner em Queen Sugar
Rutina Wesley (à esq.), Kofi Siriboe e Dawn-Lyen Gardner em Queen Sugar

As séries Queen Sugar (inédita no Brasil) e Criando Dion (Netflix) são as líderes em inclusão na TV. É o que aponta estudo abrangente da Universidade do Sul da Califórnia (USC) em parceria com a Fundação Adobe. O relatório, intitulado de A Lista de Inclusão, foi divulgado nesta quinta-feira (11) e apresenta as atrações que mais se destacam no quesito representatividade, seja à frente ou atrás das câmeras.

Foram analisadas 564 séries entre as temporadas 2021-2022 (TV paga e aberta, nos Estados Unidos) e 2021-2023 (streaming), 4.500 atores, mais de 11 mil operários atrás das câmeras e 110 mil profissionais que movimentam a máquina do entretenimento nos bastidores.

O top 10 das séries mais inclusivas da TV paga/aberta é liderado por Queen Sugar (2016-2022), drama do canal de Oprah Winfrey, o OWN, sobre três irmãos pretos que lutam para manter ativa uma fazenda na zona rural de Louisiana (EUA), enfrentando preconceito racial, velado ou não, a cada passo que dão.

Leia no Diário de Séries: Queen Sugar, a melhor série que você nunca viu

Entre as produções do streaming, Criando Dion ficou com a primeira colocação. A série conta a história de Nicole (Alisha Wainwright) e seu filho Dion (Ja’Siah Young) depois que o garoto começa a manifestar misteriosos superpoderes.

A pesquisa pontuou cada série em inclusão no elenco (de 0 a 5) e atrás das câmeras (0 a 10). Os indicadores considerados foram gênero, raça/etnia, LGBTQIA+, deficiência e idade. Uma observação extra se deu nos bastidores, destacando mulheres e pessoas não brancas nas mais diversas funções (diretor, roteirista, produtor, etc.).

“As séries que aparecem na Lista de Inclusão são aquelas em que as escolhas criativas e de pessoal refletem a tomada de decisões inclusivas”, disse Stacey L. Smith, fundadora do Annenberg Inclusion Initiative, think tank da USC. “Pela parte do elenco, os personagens fixos dessas séries são representativos do mundo real e do público que alcançam. Nos bastidores, esses programas contam com equipes que demonstram como é possível contratar profissionais criativos de todas as origens.”

As dez séries mais inclusivas da TV paga/aberta americana

  1. Queen Sugar (OWN/inédita no Brasil)
  2. The Baby (HBO)
  3. Naomi (The CW/HBO Max)
  4. All American: Novos Começos (The CW/HBO Max)
  5. Twenties (BET/inédita)
  6. Queens (ABC/inédita)
  7. The Kings of Napa (OWN/inédita)
  8. 4400 (The CW/indisponível)
  9. Sistas (BET/Pluto TV)
  10. P-Valley (Starz/MGM)

As dez séries mais inclusivas dos streamings

  1. Criando Dion (Netflix)
  2. Gentefied (Netflix)
  3. The Garcias (HBO Max/inédita)
  4. Os Últimos Dias de Ptolemy Grey (Apple TV+)
  5. Até que se Prove o Contrário (Star+)
  6. Now & Then (Apple TV+)
  7. Maldito Rap (HBO Max)
  8. Com Amor (Prime Video)
  9. Primeira Morte (Netflix)
  10. Enxame (Prime Video)


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