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Crítica: Amores Improváveis é um drama romântico juvenil perfeito

Série idealista com gente bonita serve como escapismo em tempos sombrios
DIVULGAÇÃO/PRIME VIDEO
Pôster de Amores Improváveis
Pôster de Amores Improváveis

Provando ser um paraíso das adaptações literárias, o Prime Video acerta mais uma vez. Na quarta-feira (13), estreia na plataforma a série Amores Improváveis, baseada na saga escrita por Elle Kennedy. A versão televisiva conseguiu imprimir a magia da história, resultando em um drama romântico juvenil perfeito.

Embora Amores Improváveis não apresente rupturas significativas dentro do gênero, a série encontra apelo na condução eficiente dos clichês tradicionais das comédias românticas e dramas da mesma seara. Em tese, funciona menos como um retrato realista da vida universitária e mais como fantasia romântica cuidadosamente construída para oferecer conforto emocional.

Em tempos marcados por crises sociais e políticas permanentes, além da sensação constante de desgaste coletivo, o tom despretensioso da atração transforma sua previsibilidade em parte do próprio encanto. É um idealismo com gente bonita que serve como escape.

Amores Improváveis é boa

Não tem muito segredo: a trama aposta em uma fórmula conhecida das histórias românticas juvenis: o encontro improvável entre dois universos opostos dentro de um campus de faculdade. Ambientada na fictícia Universidade Briar, a série acompanha Hannah Wells (Ella Bright, de The Crown), estudante de música clássica, e Garrett Graham (Belmont Cameli, de Baseado Numa História Real), capitão do time universitário de hóquei prestes a ingressar na NHL, a liga profissional norte-americana de hóquei no gelo.

A primeira temporada adapta O Acordo, livro de abertura da franquia, concentrando-se na dinâmica da jovem introspectiva com o astro esportivo popular. A saga Amores Improváveis é composta por cinco livros, cada um narrando um romance dentro do mesmo cenário da Briar.

O relacionamento entre Hannah e Garrett nasce de maneira constrangedora. Três semanas após o início do semestre, ela trabalha na limpeza dos vestiários masculinos quando, distraída pela música nos fones de ouvido, flagra Garrett no banho por acidente. O jogador encara a situação com humor; ela, em compensação, reage mortificada. O desconforto aumenta ainda mais quando o atleta insiste em receber ajuda em uma prova intermediária da faculdade.

Apesar da resistência inicial, Hannah aceita o acordo por um motivo escondido. A aproximação com Garrett poderia chamar a atenção de Justin Kohl (Josh Heuston), rapaz por quem nutre interesse e de quem espera auxílio para compor uma música destinada a uma bolsa de estudos. Aos poucos, porém, a aproximação deixa de obedecer apenas à conveniência. Ao longo de sessões de estudo e encontros casuais, ambos percebem existir algo além da amizade improvisada.

Amores Improváveis segue praticamente todos os elementos clássicos das histórias de opostos atraídos um pelo outro. Há mal-entendidos, aproximações graduais, inseguranças emocionais e gestos românticos cuidadosamente calculados para alimentar o envolvimento do público. Boa parte da eficiência da produção repousa justamente na capacidade de tornar convincentes as emoções atravessadas pelos protagonistas, da paixão ao constrangimento, passando pela vulnerabilidade afetiva.

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