MUITO DRAMA, POUCA GRAÇA

Criador da Gossip Girl original opina sobre fracasso da nova versão

Revival criado para bombar a HBO Max flopou de forma esplendorosa
DIVULGAÇÃO/HBO MAX
Emily Alyn Lind com Thomas Doherty na nova Gossip Girl
Emily Alyn Lind com Thomas Doherty na nova Gossip Girl

Para provocar um zunzunzum em torno da então recém-lançada HBO Max, a Warner encomendou uma continuação de Gossip Girl, revival da série homônima pop. O resultado, porém, foi decepcionante, nem chegando perto de repetir o sucesso da trama mãe. Em janeiro deste ano, após muito marketing e duas temporadas inexpressivas, a atração foi cancelada. O que aconteceu de tão errado?

Ninguém melhor do que Josh Schwartz, cocriador da Gossip Girl original (2007-2012), para responder essa questão. Mesmo fazendo uso da carta do politicamente correto, aliada à cartilha da boa vizinhança, ele elencou pontos interessantes ao falar sobre esse assunto, em entrevista ao site da Rolling Stone.

As duas principais “broncas” de Schwartz sobre o revival de Gossip Girl: revelar a fofoqueira logo de cara e o desequilíbrio entre humor e drama (pendendo mais para o segundo aspecto).

“Como roteiristas, obviamente, sempre tentamos encontrar o balanço ideal [entre humor e drama]. E essa série [a nova Gossip Girl] contou a história com um tom diferente [em comparação com a original]”, falou Schwartz.

“A abordagem foi diferente, com um conjunto novo de personagens”, continuou. “O público ficou sabendo quem era a ‘garota do blog’ imediatamente, virando do avesso o conceito primário da série”. Ele contemporizou isso ao dizer que era necessário que Josh Safran, o criador da nova Gossip Girl, fizesse algo realmente distinto para separá-lo da atração matriz.

Em linhas gerais, a continuação de Gossip Girl pesou a mão no drama, forçando a barra ao colocar os personagens por dentro das questões sociais mais proeminentes do momento, como violência policial e injustiça racial. E não teve uma contrapartida em relação a isso, sem fazer uso do humor e da jocosidade que deram fama à série original. Assim, a nova atração nem levou a sério as questões sociais e nem foi escapista como poderia ser.

Quando estreou, em junho de 2021, o revival de Gossip Girl foi bem de audiência, entregando números satisfatórios para a plataforma da Warner. Contudo, a médio prazo, a série não pegou de jeito, gerando uma repercussão abaixo do esperado. Daí veio o cancelamento depois de 22 episódios.


Siga o Diário de Séries no WhatsApp

Acompanhe o Diário de Séries no Google Notícias

Siga nas redes

Fale conosco

Compartilhe sugestões de pauta, faça críticas e elogios, aponte erros… Enfim, sinta-se à vontade e fale diretamente com a redação do Diário de Séries. Mande um e-mail para:
contato@diariodeseries.com.br
magnifiercross
error: Conteúdo protegido!