'SALVE A SELEÇÃO!'

Brasil 70 é a Netflix resgatando a camisa amarela como símbolo do futebol

Série ambiciosa estreia nesta sexta-feira (29); veja curiosidades da produção
DIVULGAÇÃO/NETFLIX
Pôster da minissérie Brasil 70: A Saga do Tri
Pôster da minissérie Brasil 70: A Saga do Tri

Um dos projetos mais ambiciosos feitos pela filial brasileira da Netflix, a minissérie esportiva Brasil 70: A Saga do Tri promete trazer um olhar diferente sobre a Seleção tricampeã do mundo. E, de tabela, faz parte de um movimento para tirar o contexto político, separatista e retrógado associado à icônica camisa amarela do time de futebol, voltando a dar a ela o seu significado mais justo e original: o símbolo orgulhoso do melhor e maior futebol do planeta.

Diretor-geral do projeto, o cineasta Paulo Morelli falou sobre isso em entrevista à revista Veja. Ele espera que as lembranças do passado despertem aquela paixão incondicional nos torcedores brasileiros quando o assunto é a Seleção. “Queremos recuperar a nossa camisa amarela como símbolo do futebol”, afirmou. 

Brasil 70: A Saga do Tri recria jogadas clássicas e os bastidores que ajudaram a construir o legado de uma das maiores equipes de futebol da história. É um mergulho nos dramas, nos medos e na emoção que cercaram os craques do Brasil na jornada rumo ao tri em 1970, no torneio realizado no México.

Entre a genialidade com a bola no pé e o peso de representar uma nação inteira, o time canarinho enfrentava uma pressão sufocante em meio ao auge da ditadura militar.

No gramado, a glória. Fora dele, um dos períodos mais tensos da história política do País.

Curiosidades da minissérie Brasil 70

– Para encontrar o ator de Pelé, foram feitos testes no Brasil inteiro com o objetivo de escalar alguém que soubesse jogar futebol, tivesse boas noções de atuação e, principalmente, fosse parecido com o Rei do Futebol. Encontraram Lucas Agrícola, mas ele não sabia atuar. Produtores e diretores se encarregaram de ensiná-lo esse arte.

– A trama tem três personagens principais: o Pelé, o treinador Zagallo (Bruno Mazzeo) e o treinador/comentarista João Saldanha (Rodrigo Santoro).

– As cenas com Saldanha comentando ao lado do narrador Eusébio, vivido por Marcelo Adnet, tiveram truques da televisão. Eles atuaram cercados por um fundo azul, sem ver exatamente o que estava acontecendo nas respectivas cenas, dependendo só da imaginação aliada ao roteiro.

– Todas as jogadas dentro de campo foram gravadas em um estádio localizado em São Paulo, com um fundo azul rodeando o campo para a aplicação de efeitos especiais.

– Ex-jogador de futebol, o inglês Andy Ansah foi contratado como coreógrafo de performance, responsável pela recriação das jogadas memoráveis da Seleção de 1970.

Foram dois meses de ensaio só visando às jogadas dentro das quatro linhas. Os atores fizeram uma preparação próxima de um time de verdade, com direito a preparação física intensa e fisioterapia. 

– As cenas que o espectador vê dentro de campo, como se estivesse participando dos lances, foram gravadas com um carrinho improvisado.

– Mais de 8 mil figurantes foram caracterizados para aparecerem em cena. Só de jogadores, foram mais de cem.

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