
O Apple TV estreia, na quarta-feira (29), O Segredo de Widow’s Bay, comédia com pitadas de horror do streaming da maçã. A produção, estrelada por Matthew Rhys (O Monstro em Mim) e dirigida pelo premiado cineasta Hiro Murai (O Urso), cravou um espaço entre as melhores séries lançadas em 2026, de acordo com o ranking do Metacritic, site que compila reviews da imprensa de língua inglesa.
O Segredo de Widow’s Bay conquistou a boa nota 81 (de 100), ficando atrás apenas de Riot Women (82, indisponível no Brasil) e A Isca (85, disponível no Prime Video).
A trama se passa em Widow’s Bay, uma região pitoresca a cerca de 64 quilômetros da costa da Nova Inglaterra. O prefeito tenta impulsionar o turismo, mas precisa lidar com estranhos acontecimentos que indicam que sua ilha pode estar amaldiçoada. A promessa de tranquilidade convive com esse subtexto inquietante.
É uma mistura de horror autêntico e comédia centrada em personagens. A série é composta por dez episódios e chega com os dois primeiros no dia do lançamento. Depois, são estreias semanais até 17 de junho. Em 27 de maio, o público recebe um pacote especial com dois episódios (os de número 6 e 7).
Sinopse de O Segredo de Widow’s Bay
Algo sombrio se esconde sob a superfície da ilha. O prefeito Tom Loftis (Rhys) enfrenta o desafio de revitalizar uma comunidade em declínio. A infraestrutura precária, como ausência de Wi-Fi e de sinal de celular estável, se soma ao ceticismo dos moradores, presos a crenças antigas sobre uma suposta maldição local. Loftis busca reconhecimento, mas encontra desconfiança. Visto como fraco e indeciso, ele próprio reconhece tais fragilidades.
Ainda assim, o prefeito persegue um objetivo claro: garantir um futuro melhor ao filho adolescente e transformar Widow’s Bay em destino turístico.
Contra as expectativas, obtém sucesso. Visitantes começam a chegar, trazendo fôlego econômico ao vilarejo. O alívio, porém, dura pouco. Após décadas de aparente normalidade, relatos antes tratados como folclore ganham contornos reais, sugerindo a volta de forças outrora consideradas absurdas.
Entre o humor e o terror, a série constrói um retrato de ambição, descrença e medo coletivo, explorando o limite tênue que separa superstição e realidade em um cenário isolado, onde progresso e perigo avançam lado a lado. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



