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Análise: Lily-Rose Depp termina The Idol por cima e merece coisa melhor

Jovem atriz de 24 anos escapa da ruindade da polêmica série da HBO
DIVULGAÇÃO/HBO
Lily-Rose Depp na série The Idol
Lily-Rose Depp na série The Idol

A controversa The Idol termina a primeira (e única?) temporada neste domingo (2), na HBO. Se Abel Tesfaye, o The Weeknd, é o dono incontestável do troféu de canastrão do ano, na linha “como ator é um ótimo cantor”, a sua colega de cena Lily-Rose Depp se sobressaiu de maneira exemplar, cruzando a linha de chegada por cima de qualquer polêmica ao entregar uma atuação excelente. Ela, sem dúvida, merece coisa melhor na sequência de sua carreira.

Francesa, filha de Johnny Depp, Lily-Rose estreou na TV com papel que carimba sua entrada em Hollywood como atriz de enorme potencial. Até então, foram apenas aparições em filmes sem brilho, trajetória iniciada bem cedo, aos 16 anos (em 2014).

The Idol, apesar dos pesares, é ótimo cartão de visita para a jovem alçar vôos mais interessantes (leia-se: em produções de melhor qualidade). Marcada por vida pessoal atribulada devido ao fato de ser filha de uma uber celebridade (perseguida por paparazzi e julgada a todo instante), ela prova que tem capacidade de emplacar uma bem-sucedida jornada entre as estrelas hollywoodianas.

O vídeo com os melhores momentos de Lily-Rose Depp em The Idol vai ser longo. Levando em conta apenas os quatro episódios (são cinco, no total), a atriz teve dois que foram marcantes, o primeiro e o segundo. Logo de cara, na primeira cena de todo o drama, ela passou com louvor em um teste difícil.

Lily-Rose Depp em cena de The Idol
Lily-Rose Depp em cena de The Idol

Jocelyn, a estrela pop vivida por Lily-Rose, é o centro das atenções de um ensaio fotográfico. Sem sutiã, vestindo nada a não ser um leve e fino roupão, a cantora segue as ordens do fotógrafo: “Dê uma risada… Um pouco de inocência… Agora um olhar malicioso… Agora puro sexo… Mostre vulnerabilidade… Agora emoção [nesse instante, lágrimas correm o rosto de Jocelyn].”

Em um estalar de dedos, a cada comando do fotógrafo, a feição da personagem muda radicalmente, batendo exatamente com o que foi pedido. Lily-Rose foi perfeita nessa cena, com a câmera focada absolutamente no seu rosto, permitindo ao telespectador acompanhar detalhadamente essa transformação.

Em decadência à procura de novo hit para recuperar a imagem arranhada, Jocelyn passa por poucas e boas nesse caminho. Ela vive alegrias e crises, saboreia as lágrimas e se diverte quando está feliz. Tudo isso foi mostrado muito bem no quarto episódio, outro momento impagável da filha de Depp na pele da protagonista.

Intitulado de Estrelas Pertencem ao Mundo, o penúltimo capítulo trouxe Jocelyn compondo e cantando o que pode ser seu próximo sucesso nas paradas. Teve ela raivosa, emotiva e sorridente, um verdadeiro turbilhão de emoções. E Lily-Rose simplesmente gabaritou todas as cenas, demonstrando raro acerto.

Seja qual for o destino de The Idol, cancelamento ou renovação, Lily-Rose saiu como a principal vencedora desse projeto polêmico. Hollywood tem de ficar atenta nela. E que algum diretor de elenco lhe ofereça não apenas uma personagem boa, como Jocelyn é, mas dentro de série do mesmo naipe.


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