
Números comprovam o sucesso da minissérie britânica Adolescência, lançada pela Netflix na semana passada (quinta-feira, 13). Nos primeiros quatro dias de disponibilidade, o drama visceral registrou 24,3 milhões de visualizações em todo o mundo, sendo líder em 71 países (incluindo o Brasil) no ranking semanal divulgado pela própria gigante do streaming.
Adolescência marcou presença no top 10 de 91 nações ou territórios onde a Netflix pode ser acessada. De 13 a 16 de março, foram 93 milhões de horas assistidas; a trama tem quatro episódios, com três horas e 50 minutos de duração, ao todo.
Legitimamente classificada como uma das melhores séries de 2025 (até agora), Adolescência chama a atenção por dois fatores principais: a direção ousada e a narrativa cortante.
A premissa é simples. No centro de tudo está Jamie Miller (Owen Cooper), garoto de 13 anos preso pelo assassinato de uma adolescente de sua escola. São explorados temas como família, bullying, incel, violência na infância, entre outros. Não é uma história baseada em fatos, mas tem inspiração na epidemia de crimes e ataques reais cometidos por jovens ingleses usando facas.
Com a assinatura do diretor Philip Barantini, cineasta especialista em produções no estilo plano-sequência, a minissérie gravou todos os episódios “ao vivo”, sem cortes. Para tanto, foram meses de ensaios e vários testes feitos até chegar ao resultado ideal, como visto na tela. Não há nenhum truque de edição para enganar o telespectador, foi tudo feito sem cortes mesmo. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br