HISTÓRIA REAL

A Mulher na Parede: série gótica expõe barbárie sombria da Igreja Católica

Produção britânica é liderada por Ruth Wilson e Daryl McCormack (Peaky Blinders)
DIVULGAÇÃO/BBC
Ruth Wilson em cena da minissérie A Mulher na Parede
Ruth Wilson em cena da minissérie A Mulher na Parede

O Paramount+ estreia, neste sábado (20), a minissérie A Mulher na Parede, produção britânica da rede BBC em parceria com o canal americano Showtime. Protagonizada por Ruth Wilson (The Affair) e Daryl McCormack (Peaky Blinders), a trama composta de seis episódios encena um escândalo bárbaro da Igreja Católica praticado durante 200 anos, na Irlanda. Em uma espécie de centro de reabilitação, mulheres consideradas “do mundo” foram mortas e enterradas em covas clandestinas.

No centro da narrativa está Lorna Brady (Ruth), moradora da pequena e fictícia cidade irlandesa de Kilkinure, que encontra um corpo em sua casa ao acordar pela manhã. O mais assustador é que Lorna não tem ideia de quem é a pessoa falecida ou se ela mesma é a responsável pelo aparente assassinato. 

Isso ocorre porque Lorna sofre há muito tempo de crises extremas de sonambulismo, desde que foi arrancada de sua vida aos 15 anos e presa no Convento Kilkinure, lugar de um dos infames asilos Madalena para mulheres da Irlanda. Lá, Lorna deu à luz sua filha Agnes, que foi cruelmente tirada dela e cujo destino Lorna nunca conheceu.

O detetive Colman Akande (McCormack) vai atrás de Lorna por um crime aparentemente não relacionado ao corpo que descobriu em sua casa. A inteligência mordaz do policial esconde uma tristeza silenciosa e, quando conhece Lorna, ele é forçado a enfrentar seus próprios segredos. 

Enquanto Colman caça um assassino e Lorna procura sua filha, seus caminhos colidem de maneiras que nunca poderiam ter previsto.

A história real de A Mulher na Parede

O caso real que serve de base para A Mulher na Parede ocorreu entre os séculos 18 e 20 e foi abordado no filme Em Nome de Deus (2002), vencedor do Leão de Ouro em Veneza. As tais mulheres “do mundo” (prostitutas, grávidas na adolescência, adúlteras…) viviam como escravas em um convento para “expiar os pecados.”

Somente em 1993 que a verdade veio à tona. Foram descobertas sepulturas nas quais 155 mulheres foram enterradas. Todas estavam dentro do convento. Elas eram obrigadas a trabalhar em lavanderias, passando por todo tipo de humilhação.

O convento era operado pela Igreja Católica, conhecido pelo nome de Magdalene Laundries, Lavanderias da Madalena, em tradução livre; há aí uma referência à Maria Madalena, retratada como prostituta na Bíblia.


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