CHIPPENDALES

A história real da série Clube da Sedução: strippers, morte e ambição

Nova atração do Star+ é um true crime sinistro e maquiavélico
DIVULGAÇÃO/HULU
Cena da minissérie Bem-Vindos ao Clube da Sedução
Cena da minissérie Bem-Vindos ao Clube da Sedução

Do criador de Pam & Tommy, a nova minissérie Bem-Vindos ao Clube da Sedução (Welcome to Chippendales) é um true crime que você precisa conhecer, recheado de strippers, ambição e morte. Disponível no Star+, com episódios inéditos toda terça, o drama protagonizado por Kumail Nanjiani é a concretização do que um homem é capaz de fazer para alcançar o sucesso, não permitindo que ninguém o atrapalhe nessa caminhada.

Bem-Vindos ao Clube da Sedução tem Kumail Nanjiani na pele de Somen “Steve” Banerjee, um imigrante indiano que, durante os anos 1970 e 1980, não mediu esforços para realizar o famigerado sonho americano, juntando quase 90% do salário de gerente de posto de gasolina, em Los Angeles, para abrir o próprio negócio.

Após fracassos retumbantes, acendeu a lâmpada de Professor Pardal acima da cabeça assim que colocou os pés em uma boate gay. De lá surgiu a ideia de abrir uma casa de striptease com homens dançarinos e voltada para o público feminino, estabelecimento que não existia nos Estados Unidos naquela época.

Em 1979, o Chippendales abriu as portas. O sucesso foi imediato e estrondoso. Mulheres formavam longas filas para ver os homens tirando a roupa. Acabou se tornando um ambiente no qual elas poderiam ser livres, vulgares e sujas, sem amarras ou julgamentos preconceituosos.

Kumail Nanjiani em Bem-Vindos ao Clube da Sedução
Kumail Nanjiani em Bem-Vindos ao Clube da Sedução

Inimigo interno

Steve tinha um ídolo inusitado: ele queria ser o Hugh Hefner, notório fundador do império Playboy. O clube estava indo bem e tudo mais, porém não tinha aquele ar de sofisticação que almejava. Entra em cena Nick De Noia (Murray Bartlett), coreógrafo premiado em Hollywood. É ele quem muda a cara do Chippendales. E vira inimigo de Steve.

Noia cria cenários e passos de dança coreografados para os strippers. A visão dele é montar um tipo de narrativa que envolva ainda mais as clientes. A investida deu muito certo, as mulheres iam à loucura durante as apresentações, que ficaram maiores e melhores.

Steve e Noia viraram sócios na jornada da expansão do clube. O indiano aspirante a Hefner ficou em Los Angeles, cuidando do Chippendales, enquanto o coreógrafo ficou encarregado de colocar o show na estrada, realizando uma tour com apresentações por todos os Estados Unidos.

O negócio passou a azedar quando Steve desconfiou de uma suposta má fé do parceiro. Segundo ele, Noia estaria mentindo sobre o rendimento da turnê, para abocanhar mais do que 50% do dinheiro arrecadado, acordo firmado previamente. Então, Steve simplesmente contratou um matador de aluguel para assassinar Noia. E foi o que aconteceu, em 1987.

Durante anos, Steve sequer figurou na lista dos suspeitos da morte de Noia, mesmo após ele ter comprado a parte do Chippendales que pertencia ao ex-sócio e foi herdada pela família do dançarino.

FBI na cola

A polícia federal americana (FBI) passou a ficar de olho em Steve na virada dos anos 1990. Nesse período, os agentes conseguiram frustrar outro plano macabro do indiano, que contratou o mesmo matador de aluguel que assassinou Noia para acabar com a vida de três ex-funcionários do Chippendales, um anfitrião e dois strippers, que passaram a trabalhar em clubes concorrentes.

O matador de aluguel foi preso pelo FBI e virou informante. O objetivo era gravar uma confissão de Steve, de que ele o contratou para matar Noia. Os agentes conseguiram o que queriam.

Steve foi preso em setembro de 1993, por encomendar a morte de Noia e outras acusações, como crime organizado. Em julho do ano seguinte, ele admitiu os delitos. O empresário iria cumprir 26 anos de prisão, mas hora antes de receber a sentença, foi encontrado morto na cela onde estava preso.

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