
Uma das séries mais picantes dos anos 2000, com safadeza, erotismo, nudez e sexo em (quase) todos os episódios, The Tudors volta a ficar disponível na Netflix. O drama, historicamente impreciso, retorna à gigante do streaming em 4 de agosto, com todas as quatro temporadas. Envelopada por um visual luxuoso, a atração mostra o mundo dos Tudors quando o rei Henrique VIII (Jonathan Rhys Meyers) era um jovem belo e atraente no comando da Inglaterra e Irlanda.
Produção original do canal americano Showtime, rival da HBO no quesito lascívia, The Tudors foi bem aceita pelo público por onde passou, aqui no Brasil, e chegou a fazer parte da programação da RedeTV!, em 2017, com capítulos exibidos nas noites de quinta-feira na faixa das 22h.
A narrativa revisita a Inglaterra do século 16 a partir do reinado de Henrique VIII, monarca célebre tanto por sua personalidade impetuosa quanto pelas decisões capazes de alterar o rumo político e religioso do país. Em meio a disputas pelo poder, alianças instáveis e conflitos com a Igreja Católica, a produção acompanha um soberano ainda muito novo, determinado a consolidar sua autoridade e a deixar sua marca na história.
Criada por Michael Hirst, The Tudors combina intriga palaciana, jogos de interesses e romance ao retratar a corte inglesa como um ambiente de luxo ostensivo e permanente tensão. Ao lado das questões de Estado, a vida afetiva do rei ocupa posição central nos episódios, aproximando paixões e consequências políticas em uma mesma teia de relações.
Exibida originalmente entre 2007 e 2010, a série aposta em uma abordagem dramatizada de figuras históricas conhecidas, com destaque para os relacionamentos de Henrique VIII e para as transformações provocadas por seu governo.
Obcecado em garantir um herdeiro legítimo e insatisfeito com sua esposa, rainha Catarina de Aragão (Maria Doyle Kennedy), ele inicia um romance perigoso com a ambiciosa Ana Bolena (Natalie Dormer). Isso leva à queda do cardeal Wolsey (Sam Neill) e ao dramático rompimento do rei com a Igreja Católica Romana para anular seu casamento, culminando na criação da Igreja da Inglaterra.
O resultado disso tudo é um drama de época marcado por conflitos de poder, sensualidade e personagens movidos por desejos pessoais e ambições maiores do que a própria vida. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



