
Não veio a quarta temporada de Heartstopper, mas pelo menos a Netflix fez um filme para concluir a trajetória romântica de Nick Nelson (Kit Connor) e Charlie Spring (Joe Locke). Nesta sexta-feira (17), a gigante do streaming lança Heartstopper Para Sempre, que faz uma pergunta basilar: o primeiro amor realmente é eterno?
O longa retoma os acontecimentos posteriores ao encerramento da terceira temporada (que estreou em outubro de 2024). Nick e Charlie são inseparáveis, mas com Nick prestes a ir para a universidade e Charlie descobrindo uma nova independência na escola, a realidade de um relacionamento à distância começa a pesar. As dúvidas surgem e a relação enfrenta seu maior desafio até agora.
Enquanto isso, os amigos do casal também encaram os altos e baixos do amor e da amizade, enfrentando as dores e alegrias de crescer e seguir o próprio caminho. Será que o primeiro amor dura mesmo para sempre?
O roteiro tem a assinatura de Alice Oseman, criadora da obra original e responsável pela adaptação televisiva, consolidando sua influência criativa no desfecho da narrativa LGBTQIA+ sobre amadurecimento.
A proposta do filme de Heartstopper, segundo Alice, gira em torno de temas como passagem do tempo, memória, amor e dor, além das transições inevitáveis entre começos e despedidas, elementos atravessados por um traço central da obra: a valorização da delicadeza cotidiana.
“Espero que esse filme seja uma despedida bonita e emocionante da história de Heartstopper”, disse Alice, em entrevista à Netflix. “Por uma perspectiva mais profunda, acredito que o longa vai explorar o que faz o amor resistir, o que o fortalece e o aprofunda.”
Kit Connor revelou que o público verá uma nova dinâmica entre Nick e Charlie. Enquanto Charlie finalmente deixa para trás boa parte de seus problemas de saúde mental, Nick começa a ser afetado pelas dificuldades em sua vida familiar.
“O filme começa com Charlie dando o passo da insegurança para uma confiança tranquila, enquanto Nick inicia o caminho oposto e mergulha nas incertezas”, explicou o ator.
Alice também comentou sobre a decisão da Netflix de não fazer uma quarta temporada de Heartstopper, dando à equipe criativa a chance de concluir a trama em um filme. Para a showrunner, o jeito foi pensar nos pontos positivos que o formato cinematográfico proporciona em comparação à TV. E foi possível colher bons frutos:
“Quando comecei a enxergar a visão completa, percebi que poderia ser algo ainda mais bonito do que uma temporada tradicional conseguiria alcançar. Em um filme, não há a necessidade de ganchos ao fim de cada episódio ou de uma reviravolta a cada capítulo… Cada elemento de Heartstopper foi elevado a um nível mais alto de qualidade, para criar algo memorável e sofisticado.”
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João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



