RESUMO

A Casa do Dragão: saiba como a Batalha da Goela é retratada no livro

Confronto épico abre a 3ª temporada do spin-off de Game of Thrones
DIVULGAÇÃO/HBO
Steve Toussaint na 3ª temporada de A Casa do Dragão
Steve Toussaint na 3ª temporada de A Casa do Dragão

Nem Game of Thrones teve um confronto tão grandioso. É o que A Casa do Dragão promete logo para o primeiro episódio da terceira temporada, com a encenação da Batalha da Goela, que entrou para a história de Westeros como o combate naval mais devastador já registrado.

O Diário de Séries apresenta um resumo detalhado do que o livro Fogo & Sangue, base do spin-off de GoT, conta sobre esse embate épico. 

[Atenção: spoilers a seguir]

Batalha da Goela (resumo)

Travada durante a Dança dos Dragões, a guerra civil entre facções da Casa Targaryen, a disputa reuniu dragões, frotas gigantescas e milhares de combatentes em uma ofensiva cujas consequências se estenderam muito além do campo de batalha.

O cenário do conflito começou a se desenhar logo nos primeiros momentos do enfrentamento. Sob o comando de Corlys Velaryon, a poderosa marinha de Derivamarca estabeleceu um bloqueio na Goela, estreito responsável pelo acesso marítimo às Terras da Coroa. A medida sufocou o comércio destinado a Porto Real, cidade dependente daquela rota para seu abastecimento e sustentação econômica.

Ao mesmo tempo, os Negros acumulavam avanços militares. Daemon Targaryen havia tomado Harrenhal e imposto uma derrota aos Verdes na Batalha do Moinho Flamejante, agravando a situação do rei Aegon II. Em resposta, Sor Otto Hightower elaborou uma estratégia destinada a romper o domínio marítimo dos Velaryon. A iniciativa envolvia buscar apoio além do Mar Estreito, entre antigos adversários de Daemon. O principal alvo das negociações era o Reino das Três Filhas, união formada por Myr, Lys e Tyrosh.

Embora o plano demorasse a produzir resultados, acabou prosperando. O conselho dirigente da Triarquia aceitou a proposta apresentada pelo Trono de Ferro e concordou em intervir na guerra. Assim, uma armada composta por noventa embarcações, liderada pelo almirante lyseno Sharako Lohar, partiu rumo a Westeros após cruzar os Degraus.

Enquanto isso, em Pedra do Dragão, Rhaenyra Targaryen tomava precauções para proteger seus filhos mais novos. Os príncipes Aegon e Viserys foram enviados para Pentos a bordo da coca Alegre Deleite, acompanhados por sete navios de escolta destacados por Corlys Velaryon.

A viagem, porém, terminou em desastre. A embarcação cruzou o caminho da armada da Triarquia antes de chegar ao destino. Cercado pelos inimigos, o comboio foi destruído. Viserys, ainda sem dragão, acabou capturado. Já Aegon, então com apenas nove anos, conseguiu escapar montado em Tempestade. Mesmo sob uma chuva de flechas e projéteis, o jovem cavaleiro alcançou Pedra do Dragão e alertou os Negros sobre a aproximação da força invasora. O dragão não resistiria aos ferimentos sofridos no decorrer da fuga.

Clímax
O confronto principal teve início no quinto dia do ano de 130 d.C. Aproveitando o fator surpresa, Sharako Lohar dividiu sua armada em dois grupos e avançou simultaneamente pelos lados norte e sul de Pedra do Dragão. O ataque ao amanhecer encontrou os Velaryon despreparados.

Assim que recebeu a notícia da invasão, Jacaerys Velaryon montou Vermax e partiu para o combate. O príncipe lançou-se sobre as galés inimigas, espalhando destruição entre os navios da Triarquia. Experientes após enfrentarem dragões na Guerra pelos Degraus, os marinheiros das Cidades Livres concentraram seus ataques contra cavaleiro e montaria, disparando lanças, flechas e dardos em grande quantidade.

Apesar da resistência, Vermax continuou incendiando embarcações. Pouco depois, reforços decisivos chegaram ao campo de batalha. Tempestade, Roubovelhas, Fumaresia e Vermithor passaram a atacar a frota invasora, transformando dezenas de navios em destroços e afundando inúmeras galés.

No auge da luta, entretanto, ocorreu uma das maiores perdas para os Negros. Voando a baixa altitude durante um ataque, Vermax caiu no mar. Relatos divergentes atribuem o acidente a uma flecha que atingiu um dos olhos do dragão, ao impacto de um arpéu ou até mesmo ao fato de ter ficado preso aos destroços de uma embarcação em chamas. Jacaerys sobreviveu à queda, mas acabou morto na água por arqueiros de Myr.

A batalha prosseguiu ao longo do dia e avançou pela noite. Sem conseguir derrotar completamente a marinha adversária, a Triarquia alterou sua estratégia e dirigiu seus ataques contra Derivamarca. Vila Condimento foi saqueada de forma brutal, sua população massacrada e a localidade reduzida a ruínas. Maré Alta também sofreu devastação, com incêndios consumindo riquezas acumuladas por Corlys Velaryon e vitimando numerosos servos da fortaleza.

Quando os combates finalmente cessaram, o contingente marítimo Velaryon retirou-se da área. Os invasores, contudo, encontravam-se em estado igualmente precário e não possuíam condições para perseguir o inimigo, optando pela retirada.

Resultado final
O saldo humano e material foi devastador. Milhares morreram, Vila Condimento jamais voltou a ser reconstruída e os Velaryon perderam pelo menos um terço de sua força naval. Jacaerys Velaryon e Vermax estavam mortos. Viserys Targaryen desapareceu em meio ao conflito e ambos os lados acreditaram durante anos em sua morte. Aegon, por sua vez, carregaria para sempre a culpa por ter deixado o irmão para trás.

Entre os cavaleiros de dragão, as reações variaram. Segundo relatos de Cogumelo, Hugh Martelo e Ulf, o Branco celebraram suas ações no combate. Nettles e Addam Velaryon demonstraram profundo abalo emocional após a carnificina. Addam chegou a procurar Corlys Velaryon, embora o conteúdo da conversa entre ambos nunca tenha sido revelado. Em Pedra do Dragão, muitos sobreviventes passaram a responsabilizar Rhaenyra pelas baixas sofridas por suas famílias.

A situação tampouco favoreceu os aliados dos Verdes. Dos noventa navios conduzidos por Sharako Lohar, apenas vinte e oito conseguiram regressar. Entre eles, somente três não pertenciam a Lys. O desastre provocou forte descontentamento dentro da própria Triarquia. Viúvas de Myr e Tyrosh acusaram o almirante de sacrificar suas esquadras enquanto preservava embarcações lysenas, alimentando tensões que mais tarde contribuiriam para a Guerra das Filhas. Desmoralizado, Sharako vendeu secretamente o príncipe Viserys ao magíster lyseno Bambarro Bazanne.

Sob a ótica militar, o resultado permanece ambíguo. Os Verdes obtiveram ganhos imediatos ao eliminar Jacaerys, herdeiro de Rhaenyra e um dos principais líderes do campo rival. No entanto, fracassaram em seu objetivo central: desmontar o controle exercido pelos Velaryon sobre a costa leste de Westeros. Além disso, as perdas sofridas pelas Cidades Livres foram tão severas que seus contingentes deixaram de desempenhar papel relevante no restante da guerra. Por essa razão, a Batalha da Goela costuma ser descrita como uma vitória tática dos Verdes, mas uma vitória estratégica dos Negros.

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