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Final explicado da 1ª temporada de Os Testamentos: exército de Violetas

Trama atinge um ponto de virada importante
REPRODUÇÃO/HULU
Cena do final da 1ª temporada de Os Testamentos
Cena do final da 1ª temporada de Os Testamentos

A primeira temporada de Os Testamentos, concluída nesta quarta-feira (27) com o lançamento do décimo episódio no Disney+, chegou a um ponto-chave da história. A revolução contra o governo teocrático e tirano de Gilead ganha força com um exército de Violetas insurgindo-se diante do regime opressor. Como disse Daisy (Lucy Halliday) a June (Elisabeth Moss): “Não há nada mais poderoso do que uma adolescente.”

[Atenção: spoilers a seguir]

O desfecho da primeira temporada de Os Testamentos deixa um cenário radicalmente distinto daquele apresentado no começo da série. As jovens Violetas, antes treinadas para aceitar casamentos arranjados, maternidade compulsória e a promessa de ascensão social por meio de maridos influentes, terminam a trajetória marcadas por perdas, violência e desilusão. 

A transformação atinge praticamente todas as protagonistas:

  • A otimista Hulda (Isolde Ardies), vista por Shunammite (Rowan Blanchard) como excessivamente ingênua, tornou-se outra vítima de abuso sexual praticado por um dentista;
  • Becka (Mattea Conforti) sucumbe ao peso do trauma provocado por suas ações e pelo sacrifício da própria mãe;
  • Shunammite, antes obcecada pela chegada da puberdade, encara a possibilidade da infertilidade, condição capaz de condenar uma mulher à marginalização dentro da lógica brutal de Gilead.

O abalo mais simbólico, porém, recai sobre Agnes/Hannah (Chase Infiniti). Apresentada inicialmente como candidata ideal a uma Esposa exemplar, ela encerra a temporada distante desse destino. O noivado com o comandante mais cobiçado do país foi desfeito, sua reputação saiu arranhada e sua melhor amiga acabou unida ao homem por quem nutre sentimentos amorosos.

Soma-se a isso a revelação central do episódio: Agnes descobre, pela boca de Daisy, ser filha biológica de June Osborne, figura associada ao ataque conhecido como Noite das Lágrimas e, dessa foram, rotulada como terrorista.

Apesar do saldo devastador para um grupo criado para ambicionar apenas o papel de esposas dedicadas e mães obedientes, Os Testamentos escolheu concluir sua primeira temporada sob um registro de emancipação feminina.

Shu, Daisy e Agnes atravessam o corredor da escola de Tia Lydia em direção à câmera, unidas e resolutas, embaladas por uma trilha de rebeldia feminina. Antes disso, Daisy confrontou June para permanecer atuando na clandestinidade ao lado da resistência Mayday, determinada a colaborar com a derrubada do sistema por dentro.

A visão de Daisy é formar um exército de Violetas, todas unidas sob o mesmo objetivo: fazer uma rebelião no coração de Gilead. É o poder desenfreado e destemido das adolescentes.

Os Testamentos está com a segunda temporada confirmada.

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