BASTIDORES

Atrizes de Friends eram alvo de fantasias sexuais de roteiristas, diz Lisa Kudrow

Vencedora de Emmy revela que clima atrás das câmeras era tóxico e obsceno
DIVULGAÇÃO/NBC
Jennifer Aniston e Courteney Cox em Friends
Jennifer Aniston e Courteney Cox em Friends

Considerada uma das sitcoms mais populares de todos os tempos, Friends (1994-2004) teve um lado obscuro atrás das câmeras. A atriz Lisa Kudrow, intérprete da inesquecível Phoebe e vencedora de Emmy por esse papel, fez uma revelação a respeito dos bastidores da série que pinta um ambiente menos acolhedor do que sugere sua aura nostálgica.

Em entrevista ao prestigiado jornal britânico The Times, a veterana atriz contou que a equipe criativa de Friends, composta majoritariamente por homens, era maldosa, tóxica e obscena. Segundo Lisa, os roteiristas chegavam ao ponto de conversar abertamente acerca das fantasias eróticas que tinham com Jennifer Aniston (a Rachel) e Courteney Cox (a Monica). 

“[Todos sabiam] que, na sala dos roteiristas, os caras ficavam até tarde discutindo suas fantasias sexuais sobre Jennifer e Courteney”, disse Lisa, reforçando que o clima nos corredores da produção era pesado e intenso.

Insultos e xingamentos eram proferidos quando piadas não funcionavam conforme o planejado, gerando um cenário de pressão constante durante as gravações.

A dinâmica entre o elenco e os roteiristas atingia níveis perigosos de estresse. “Podia ser brutal”, pontuou. “Não se esqueça de que gravávamos diante de uma plateia ao vivo, composta por cerca de 400 pessoas. Se você errasse uma fala de um desses roteiristas ou ela não provocasse a reação perfeita do público, eles podiam dizer algo como: ‘Essa p—a não sabe ler? Nem está se esforçando. Ela estragou a minha fala.’”

Esse relato de Lisa Kudrow sobre Friends não é isolado. Em 2004, a então assistente de roteiro Amaani Lyle moveu uma ação contra a Warner Bros. Television, acusando integrantes da equipe criativa da sitcom de promover assédio sexual e racial, além de manter um meio permeado por piadas sujas e gestos de teor vulgar.

O caso chegou à Suprema Corte da Califórnia, cujo veredicto unânime considerou esse tipo de humor, ainda que grosseiro, como parte admissível de um espaço criativo.

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