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A Casa dos Espíritos: nova série do Prime Video explora o realismo mágico

Conheça a história baseada em livro clássico de Isabel Allende
DIVULGAÇÃO/PRIME VIDEO
Cena da série A Casa dos Espíritos
Cena da série A Casa dos Espíritos

Na quarta-feira (29), o Prime Video lança a série A Casa dos Espíritos, primeira adaptação televisiva em espanhol do icônico romance de Isabel Allende, publicado em 1982. A trama, inserida na tradição do realismo mágico, articula o extraordinário ao cotidiano sem romper a lógica interna de sua narrativa.

Muitas pessoas conhecem a história do livro pelo cinema. Em 1993, entrou em cartaz A Casa dos Espíritos, filme badalado que dividiu opiniões. Apesar de ganhar vários prêmios, o longa foi rotulado como um fracasso duplo, reprovado pela crítica e com bilheteria abaixo do esperado. Fato é que o filme contou com um elenco insano, liderado por grandes nomes de Hollywood: Meryl Streep, Jeremy Irons, Glenn Close, Winona Ryder e Antonio Banderas.

A série promete narrar uma saga familiar que abrange meio século, com o foco em três gerações de mulheres: Clara, Blanca e Alba. Elas moram em um país conservador da América do Sul, moldado por lutas de classes, agitação política e magia.

A Casa dos Espíritos conta com oito episódios: os três primeiros vão ser liberados no dia da estreia. Depois, é um por semana (às quartas) até 13 de maio. No elenco estão rostos conhecidos do grande público, como Alfonso Herrera (Ozark) e Nicole Wallace (Nossa Culpa).

Sinopse de A Casa dos Espíritos

O livro acompanha a trajetória da família Trueba no decorrer de quatro gerações, desde o início do século 20 até a década de 1970, em meio às transformações sociais e políticas do Chile pós-colonial.

A condução do enredo se apoia em múltiplas perspectivas. Esteban Trueba e sua neta, Alba, alternam o papel de narradores, oferecendo visões contrastantes sobre os acontecimentos, enquanto uma voz onisciente complementa o relato com distanciamento analítico. Esse arranjo amplia a complexidade da narrativa e permite um olhar multifacetado sobre os conflitos íntimos e coletivos.

Ao entrelaçar experiências familiares com o contexto histórico, o romance percorre temas como amor, morte e pertencimento, sem ignorar tensões de classe, disputas ideológicas e movimentos revolucionários.

Elementos fantásticos, como a presença de espíritos, surgem integrados à realidade, contribuindo para uma atmosfera em que o insólito se naturaliza. O resultado é um panorama denso, no qual memória, política e afetos se cruzam para delinear não apenas a jornada de uma família, mas também as contradições de um país em transformação.

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