
Em março, a rede americana ABC renovou Grey’s Anatomy para a 23ª temporada, ultrapassando assim a marca de mais de 20 anos no ar. Há quem questione essa longevidade do drama médico, sem entender o porquê de uma nova encomenda de episódios. Na verdade, a explicação é simples: a audiência segue em alta e batendo recordes.
Um dado ajuda a ilustrar isso, servindo como entendimento do fenômeno Grey’s Anatomy. No ranking semanal da Nielsen, o Ibope americano, que só considera visualizações nos streamings (e apenas em aparelhos televisivos), o drama médico atingiu a impressionante marca de 320 semanas presentes nessa lista, mais do que qualquer outra série.
Entenda esse número por uma outra perspectiva: são seis anos e oito semanas entre os dez programas mais vistos nos Estados Unidos em plataformas de streaming, um feito bastante raro em um mercado cuja característica são ciclos cada vez mais curtos de consumo.
O atual desempenho do drama médico inclui 24 semanas consecutivas no top 10, iniciada após o encerramento, em outubro de 2025, de uma imponente sequência anterior de 120 semanas ininterruptas.
A Disney, dona de Grey’s Anatomy, fez um levantamento próprio para concretizar o impacto da série em todo o mundo. Essa pesquisa mostrou que a atração criada por Shonda Rhimes foi líder de audiência global em 2025 (no Disney+ e na plataforma Hulu). Só nos Estados Unidos, alcançou a segunda colocação entre os títulos mais assistidos sob demanda. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br


