
Impulsionada pela força de uma nova geração de personagens, a série Os Testamentos iniciou sua trajetória no Disney+ com fôlego robusto e capacidade de atrair novamente o público de The Handmaid’s Tale (drama matriz) ao universo opressivo de Gilead, agora sob o olhar de adolescentes em formação.
Dados divulgados pela própria Disney indicam desempenho expressivo logo após a estreia, realizada em 8 de abril: foram mais de 11 milhões de horas registradas nas plataformas Hulu e Disney+ globalmente, isso somente nos oito primeiros dias de disponibilidade.
O ritmo bom se manteve consistente. O quarto capítulo, lançado na quarta-feira (15), alcançou um aumento de 20% na audiência já no primeiro dia, em comparação com os números da estreia.
Inspirada na obra homônima de Margaret Atwood, Os Testamentos funciona como continuação direta de The Handmaid’s Tale e apresenta duas protagonistas em estágios distintos de pertencimento ao regime de Gilead, que, com mão de ferro teocrática, ocupa parte dos Estados Unidos.
Agnes, interpretada por Chase Infiniti, é uma jovem que encarna a devoção moldada desde a infância; enquanto Daisy, vivida por Lucy Halliday, é uma Pérola que aparece na condição de recém-chegada vinda de fora das fronteiras de Gilead e assume a posição de convertida.
Ambas transitam pelos corredores ornamentados da escola preparatória comandada pela Tia Lydia (Ann Dowd), instituição voltada à educação de futuras esposas dentro de um sistema no qual disciplina e fé se confundem com coerção.
Nesse ambiente rigidamente controlado, a relação entre as jovens evolui como elemento desestabilizador, capaz de reconfigurar não apenas suas trajetórias individuais, mas também os alicerces do mundo ao qual pertencem. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



