O CONTO DA AIA

Série de todos os streamings, The Handmaid’s Tale entra na Netflix

Leia a sinopse de um dos dramas mais relevantes dos últimos tempos
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Elisabeth Moss em cartaz de The Handmaid's Tale
Elisabeth Moss em cartaz de The Handmaid's Tale

Vencedora do Emmy de melhor drama (2017) e uma das séries mais relevantes dos últimos tempos, The Handmaid’s Tale estará disponível na Netflix a partir de 6 de maio. É o drama distópico, com o subtítulo O Conto da Aia, presente em mais um streaming no Brasil: ele pode ser visto também no Globoplay, Prime Video, Paramount+ e Disney+.

Produção original da plataforma americana Hulu (do grupo Disney), a série foi lançada em 2017 e terminou em 2025, após seis temporadas e 66 episódios. The Handmaid’s Tale é baseada no livro homônimo de Margaret Atwood, publicado em 1985. 

Sinopse da série O Conto da Aia

Em um futuro marcado pelo colapso das taxas de fertilidade, consequência da disseminação de doenças sexualmente transmissíveis e da degradação ambiental, surge a República de Gilead, regime totalitário de base teocrática instalado no território dos antigos Estados Unidos após uma guerra civil. A nova ordem reorganiza a sociedade sob o comando de uma elite autoritária, apoiada por uma estrutura militarizada e por uma rígida hierarquia religiosa.

Nesse sistema, as mulheres perdem praticamente todos os direitos. A legislação restringe suas funções a papéis determinados pelo Estado, impede o acesso à educação formal, proíbe a posse de bens e elimina qualquer autonomia financeira ou profissional. A submissão feminina torna-se pilar do funcionamento social.

A crise global de infertilidade leva o governo a institucionalizar a escravidão reprodutiva. Mulheres consideradas pecadoras, segundo uma leitura extremista de passagens bíblicas, são alvos prioritários. Entre elas estão divorciadas (classificadas como adúlteras), mães solteiras, lésbicas (rotuladas como traidoras de gênero), integrantes de outras religiões, fiéis de denominações cristãs fora do grupo dominante, além de dissidentes políticos e acadêmicas.

Rebatizadas como Aias, essas mulheres são designadas às residências da cúpula de Gilead. Nesse ambiente, passam a atuar como instrumentos de reprodução, submetidas a um ritual chamado de Cerimônia, no qual são forçadas a manter relações sexuais com os Comandantes, sempre na presença das esposas oficiais. O objetivo é gerar filhos para as famílias da elite.

A identidade individual desaparece junto com a liberdade. Cada Aia recebe um nome derivado do seu comandante, com o prefixo Of-, indicação direta de posse. Mudanças de casa reforçam a aplicação desse rótulo, prevalecendo a lógica de controle absoluto.

É nesse contexto opressivo que se insere June Osborne (protagonista da história vivida por Elisabeth Moss), rebatizada como Offred. Escolhida para servir na residência do Comandante Fred Waterford (Joseph Fiennes) e de sua esposa, Serena Joy (Yvonne Strahovski), figuras centrais na consolidação do regime de Gilead, ela enfrenta as contradições de um sistema sustentado pelos próprios líderes.

Antes da ascensão de Gilead, June levava uma vida comum: era casada com Luke (O-T Fagbenle) e mãe de Hannah, filha da qual foi brutalmente separada.

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