
Ambientada na Espanha, a trama da série Salvador retrata o universo violento e cheio de preconceitos das torcidas organizadas ultra-radicais. Nesta sexta-feira (6), entram na Netflix os oito episódios do drama visceral que mistura neonazismo e futebol enquanto um pai tenta salvar a filha cooptada por extremistas (ou ela se uniu a eles por vontade própria?).
Salvador Aguirre (Luis Tosar) é um simples motorista de ambulância que perde o chão ao ver a filha, Milena (Candela Arestegui), como integrante de um movimento neonazista. Sua primeira reação é se aproximar do grupo para resgatá-la e entender os motivos dessa atração chocante.
Durante um confronto animalesco entre torcedores fanáticos de times rivais, Salvador consegue pôr as mãos na filha, mas só após ela se ferir. Abrem-se questionamentos sobre o porquê de ela integrar uma organização defensora de posicionamentos racistas, agressivos e homofóbicos, valores totalmente opostos aos que ele a ensinou. A facção chama-se White Souls (Almas Brancas, em tradução livre).
Nesse percurso, a série constrói um retrato intenso de um homem colocado diante de um dilema extremo. Entre o dever moral, o instinto de proteção e a necessidade de conhecer a verdade, Salvador é obrigado a enfrentar a pergunta mais incômoda de todas: até onde ele está disposto a ir para descobrir o que realmente aconteceu? •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



