MARATONA DE FIM DE ANO

Balanço de 2023: 5 séries fora do radar que você precisa assistir

Entre os destaques estão Rain Dogs, A Outra Garota Negra e Olá, Amanhã!
DIVULGAÇÃO/HBO/APPLE/HULU
Daisy May Cooper (à esq.), Billy Crudup e Sinclair Daniel
Daisy May Cooper (à esq.), Billy Crudup e Sinclair Daniel

O ano de 2023 está prestes a acabar, mas ainda dá tempo de maratonar atrações que passaram fora do radar, ofuscadas por lançamentos impulsionados pelo marketing. O Diário de Séries escolheu cinco atrações que valem a pena conferir antes de 2024 chegar. São produções que estão disponíveis em streamings como Star+, HBO Max e Apple TV+.

Nesta seleção tem de tudo, desde terror estilo O Diabo Veste Prada misturado com Corra! (A Outra Garota Negra) até comédia sobre agência que vende terrenos na Lua (Olá, Amanhã!). Tem também a vida de mãe solo pobre na Inglaterra (Rain Dogs), drama premiado italiano sobre outro lado da máfia (Mães da Máfia) e aquela sempre infalível trama policial liderada por detetive excêntrico (Will Trent).

Conheça a história detalhada de cada uma dessas cinco séries:

Sinclair Daniel (à esq.) com Ashleigh Murray em A Outra Garota Negra
Sinclair Daniel (à esq.) com Ashleigh Murray em A Outra Garota Negra

A Outra Garota Negra, no Star+
Baseada em best-seller homônimo, A Outra Garota Negra é um suspense que apresenta boas reviravoltas ao longo de seus dez episódios. A trama acompanha Nella (Sinclair Daniel; de Bull e The Good Fight), assistente editorial que está cansada de ser a única garota preta na editora em que trabalha, a Wagner Books. Tudo muda quando Hazel (Ashleigh Murray, a Josie de Riverdale) é contratada.

Ao mesmo tempo, Nella começa a se destacar no trabalho, mas entra em espiral de obsessão e paranoia ao descobrir que algo de muito sinistro está acontecendo na editora, com direito a alucinações e teorias da conspiração. E ela também passa a questionar: Hazel é amiga ou inimiga?

Conforme outras situações desconfortáveis passam a dominar seus dias, Nella vê sua rotina ser tomada por um clima de pesadelo e percebe que pode haver muito mais em jogo do que apenas sua carreira.

Gaia Girace em cena de Mães da Máfia
Gaia Girace em cena de Mães da Máfia

Mães da Máfia, no Star+
Como criar e desenvolver uma produção sobre a máfia italiana diferente de tudo que já foi feito? Drama italiano e britânico, baseado em histórias reais, Mães da Máfia acompanha a jornada das personagens ressaltadas no título da minissérie.

No centro da narrativa estão três mulheres corajosas, inseridas no seio da máfia ‘Ndrangheta, situada na região da Calábria; a ponta da “bota” no mapa da Itália, ao sul. Em troca de favores oferecidos por autoridades governamentais, elas aceitam ajudar uma poderosa promotora a destruir os chefões do crime organizado italiano.

Em Mães da Máfia, o poder da Calábria repousa sobre um código machista de violência e silêncio (a omertà). Os homens governam e as mulheres são vistas como moedas de troca para construir e manter alianças. Tratadas como meros objetos, elas são rotineiramente espancadas, ameaçadas e mortas em uma misoginia sem fim.

Mães da Máfia foi a grande vencedora do primeiro prêmio entregue a uma série pelo prestigiado Festival Internacional de Cinema de Berlim. A atração concorreu ao Rose d’Or, na categoria melhor drama, e está entre as indicadas ao Critics Choice, na disputa de melhor série estrangeira.

Cartaz de Olá, Amanhã!
Cartaz de Olá, Amanhã!

Olá, Amanhã!, no Apple TV+
Com Billy Crudup impecável na pele de um vendedor bom de lábia, Olá, Amanhã! é uma comédia divertida e pensante. Dona de um visual retrofuturista de encher os olhos, a minissérie apresenta diversas narrativas rodeadas pela mentira, seja deslavada ou aquela mais branda. Cuidado! Porque ela pode acabar lhe convencendo da máxima popular: uma mentira contada várias vezes passa a ser verdade

Sem esconder a pinta de um trambiqueiro nato, Jack Billings (Crudup) esbanja entusiasmo ao abordar pessoas estranhas oferecendo uma oportunidade tida como única: comprar uma casa na Lua. 

Agora, existe mesmo esse loteamento especial na Lua? Jack fabrica situações para que todos creiam que sim, sempre fugindo do assunto quando alguém pede que seja provada a veracidade das casas ou até mesmo da viagem espacial. Esse é o motor que move a excelente trama até o final. 

Daisy May Cooper na série Rain Dogs
Daisy May Cooper na série Rain Dogs

Rain Dogs, na HBO Max
Em 2021, a Netflix mostrou na minissérie Maid algo raro de se ver em Hollywood: a rotina de uma pessoa pobre nos Estados Unidos. Então veio a HBO, em parceria com a BBC, narrar a pobreza na Inglaterra, em Rain Dogs. Ambas as atrações contam as respectivas narrativas pelo ponto de vista de mães que têm uma filha pequena para criar.

No caso de Rain Dogs, a protagonista é Costello (Daisy May Cooper), mãe solo de Iris (Fleur Tashjian), uma menina graciosa e sagaz de 10 anos. Com o objetivo principal de ter um teto para morar com a filha, Costello faz o que é possível para ganhar dinheiro, de ser diarista a stripper na boca do lixo londrina. Mesmo assim, sofre para pagar boletos e chega a ser expulsa de casa.

O título da série, Rain Dogs, faz referência ao álbum homônimo do cantor americano Tom Waits, lançado em 1985. A expressão pode ser usada para rotular pessoas desabrigadas que dormem sob marquises.

Ramón Rodríguez na série Will Trent
Ramón Rodríguez na série Will Trent

Will Trent, no Star+
Para se destacar, um novo drama policial, desses de um crime por episódio, precisa ter a combinação perfeita entre personagem cativante e excêntrico com um ator que consiga defendê-lo com destreza. É exatamente o caso de Will Trent, série que no Brasil ganhou o subtítulo Agente Especial.

Inspirada em coleção de livros best-sellers de Karin Slaughter, a narrativa segue os passos do agente Will Trent (Ramón Rodríguez), do Departamento de Investigação da Georgia (GBI). 

Will foi abandonado ao nascer e passou por uma dura fase de amadurecimento no sobrecarregado sistema de assistência social de Atlanta, no Estado da Georgia (EUA). Mas agora, determinado a usar seu ponto de vista único para garantir que ninguém seja abandonado como ele, Will Trent tem a maior taxa de resolução de casos do GBI, o que causa inveja em alguns colegas. 

Ele faz tudo isso apesar de ser disléxico. A dificuldade em ler e reconhecer símbolos não o impede de resolver os casos mais espinhosos que caem em suas mãos.

Ramón Rodríguez foi reconhecido pelo seu trabalho em Will Trent, recebendo indicação ao Critics Choice Awards de 2024, na categoria melhor ator de drama. Ele está na corrida com nomes do nível de Jeremy Strong (Succession) e Pedro Pascal (The Last of Us).


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